quarta-feira, 2 de julho de 2008

O adeus (temporário)

Pois é ... chegou ao fim mais um ano lectivo e com ele o nosso projecto da Caldeira.
A todos os leitores o nosso obrigado pela atenção.
E ... quiça .... para o ano há mais.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Código de conduta para os utilizadores da fajã da Caldeira

Dentro do perímetro da área protegida é proibido.
- colher, cortar, arrancar ou danificar espécies vegetais, terrestres e aquáticas,- capturar, perseguir, deter ou abater qualquer espécie de animal;
- apanha de amêijoas por pessoas que não sejam portadoras de uma licença válida para esse fim;
- introduzir espécies animais ou botânicas exóticas;
- efectuar escavações para exploração e/ou extracção de pedra, cascalho, bagacina, areia e outros materiais;
- proceder ao depósito e ao abandono de sucata, areias e outros resíduos sólidos;
- caminhar fora dos trilhos recomendados, devendo os seus utilizadores respeitar a sinalização existente e organizar-se, preferivelmente, em pequenos grupos;
- acampar numa faixa de 30 metros da margem da lagoa;

Adaptado de um placard, da S.R.A., existente na fajã

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Características da fajã


Em primeiro lugar importa conhecer o significado do termo fajã. Assim, fajã é toda a área de terreno relativamente plana, susceptível de albergar construções ou culturas, anichada na falésia costeira entre a linha da preia-mar e a cota dos 250 m de altitude.

Características geomorfologias - A fajã tem o aspecto de um anfiteatro, de extensão e inclinação muito variáveis, com o declive a aumentar rapidamente com a aproximação do sopé da falésia ou encosta. A encosta que a delimita pelo lado de terra é uma arriba fóssil

que mantém o seu carácter de falésia costeira, incluindo a flora e fauna que lhe são típicas.

Características geológicas - Fajã de talude ou fajã detrítica, ou seja, a fajã foi criada pela acumulação de materiais resultantes do desmoronamento das encostas sobranceiras. Este tipo de fajãs tendem a ser mais aplanadas e, por serem constituídas por materiais soltos, facilmente sujeitos ao transporte pelas ondas, têm em geral costas de formas suaves e quase rectilíneas, com praias de calhau rolado de dimensão variável. Nas costas mais expostas à ondulação, em geral as viradas a norte, formam-se por vezes cordões de calhaus rolados que conduzem ao aparecimento de formações lagunares. Os seus solos são em geral muito férteis, embora perigosa para habitação humana, dada a frequência dos desmoronamentos.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Lagoa da fajã da Caldeira de Santo Cristo


Após uma caminhada de 30 minutos pela costa norte da ilha de S. Jorge chegamos à Lagoa da Fajã da Caldeira de Santo Cristo, pedaço de terra desprendida da encosta onde podemos encontrar a união entre o verde das “babosas” e o azul do mar. Reserva natural, famosa pelas suas ameijôas e ondas onde se pratica o melhor surf e bodyboard dos Açores; é provavelmente, um dos locais mais bonitos da ilha. Fajã onde impera a tranquilidade aliada ao frenesim de todos quantos a procuram pelas suas águas quentes, ideais para os banhistas, pelas pastagens verdejantes e terrenos férteis para a vinha ou o inhame.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Fim ao campismo selvagem, limitação às motos e aos geradores na fajã

Este artigo resulta da observação directa de um conjunto de situações de degradação ambiental que importa resolver. A área da fajã da Caldeira de Sto Cristo é uma área muito vulnerável, rica em património natural e paisagístico; infelizmente, e cada vez mais, a acção do Homem está a interferir na paisagem. É muito importante estabelecer um conjunto de regras que permitam preservar toda esta riqueza para que as gerações futuras possam disfrutá-lo.
A Secretaria Regional do Ambiente tem feito um esforço para minimizar este problema, o Sr. Miguel ( “o guarda da fajã”) tem feito um excelente trabalho no que respeita à recolha e separação dos lixos. Numa entrevista recente, falou-nos na criação de um centro interpretativo. Porém, ainda há muito a fazer. Temos de pensar numa estratégia para acabar com o campismo selvagem que se faz na fajã. O uso das motorizadas é importante para quem frequenta regularmente a fajã ou para quem lá reside, nomeadamente para o transporte de materiais pesados como as bilhas de gás; mas, para o utilizador esporádico não se justifica o uso das motorizadas visto que prejudica a fauna e flora daquela área.
Sendo um local de excelentes ondas para o surf não seria de toda a utilidade utilizar essa energia para o abastecimento energético da fajã reduzindo, assim, o crescente uso de geradores?

segunda-feira, 24 de março de 2008

Á descoberta da fajã

A primeira missão dos JRA foi uma visita à fajã da Caldeira. Lá contactamos com o Sr. Miguel, membro da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, descobrimos que o Sr. Miguel coloca no Verão, em média, 25 a 30 sacas de lixo por dia na fajã dos Cubres, e de Inverno coloca 20 sacas de lixo por semana.


Entrevista dos JRA ao Sr. Miguel:

JRA: Quais os Tipos de lixo que se separam na Caldeira?
Sr.Miguel: Os tipos de lixo que separamos na Caldeira são os papéis, o metal, o plástico, os orgânicos e pilhas. As pilhas são transportadas de barco para a ilha do Faial depois sendo transportada de avião para Lisboa.
JRA: Tem de fazer alguma espécie de relatório sobre a quantidade de lixo que retira da fajã da Caldeira?
Sr.Miguel: Sim. Faço um relatório para a ilha da Terceira onde se encontra o Dtº Rui da Secretaria Regional do Ambiente, com a quantidade de lixo que se faz diariamente na fajã da Caldeira.
JRA: Acha que os habitantes estão sensibilizados para a separação do lixo na fajã da Caldeira?
Sr.Miguel: A Secretaria do Ambiente existe apenas há 12 anos, mas só á um ou dois anos é que as pessoas começaram a aperceber-se da separação do lixo, contudo tivemos a ajuda de alguns agricultores que juntaram num armazém sacas de ração vazias que já não precisavam, para depois as transportarem para a fajã da Caldeira para fazer com elas sacos do lixo.
JRA: Acha que os habitantes fazem a separação do lixo?
Sr.Miguel: Os habitantes fazem a separação menos dos orgânicos, dão-nos aos animais.
JRA: Quais são as suas funções gerais?
Sr.Miguel: As minhas funções gerais são: Tratar da recolha e separação do lixo e protecção da orla marítima.
JRA: Tem projectos futuros para a fajã da Caldeira?
Sr.Miguel: Os nossos projectos futuros são: Parque Temático, Parque de Campismo e um Centro Interpretativo e placas de sensibilização.
JRA: Existem algumas barreiras ao seu trabalho?
Sr.Miguel: Apesar de fazer recolha e limpeza do lixo, passam pessoas que colocam latas e garrafas nas paredes e na água, contudo as correntes e marés trazem muito lixo para a costa marítima.


Curiosidade:
Apenas em duas fajãs na ilha de são Jorge é que se faz a separação do lixo, na fajã do João Dias e a fajã da Caldeira.
Em 1990 apenas 4 pessoas residiam permanentemente na Caldeira. Como faziam pouco lixo aproveitaram-no ex.: papel para fazer lume na lareira, garrafas para bebidas.
Devido ao aterro sanitário ser no lado norte da ilha, está a haver contaminação da água potável.


Sugestão dos JRA:
Vamos voltar ao tempo em que fazíamos reciclagem. Às vezes, regressar ao passado é bom e o Ambiente agradece.

Ecopontos artesanais na fajã da Caldeira de Santo Cristo


Nesta fajã, um dos espaços mais recônditos e belos da ilha de S. Jorge, é comum fazerem-se acções de limpeza nas margens e trilhos de forma a evitar a contaminação da água e dignificar este espaço. Com a crescente pressão humana surgiu a necessidade de criar espaços próprios para depositar os lixos. Assim, reciclando materiais que se enquadram na paisagem (pedaços de madeira e canas), estes ecopontos artesanais para papel, metal, plástico, vidro e lixo orgânico mostram a crescente consciencialização e preocupação com o ambiente que os habitantes da Fajã da Caldeira de Santo Cristo têm vivenciado.